terça-feira, 26 de julho de 2011

Abraço no sítio Curupira em Pacatuba-CE

           Os Abraços são vivências realizadas pela ABRA em várias comunidades parceiras como o Sítio Curupira em Pacatuba-CE, nos dias 02 e 03 de Abril de 2011.


Logo ao chegar ao sítio Curupira fomos acolhidos por George (responsável pelo sítio) e por algumas crianças do Reisado. Foi um momento de poesia, de encantamento, de alegria e, no meio de tanta conversa e riso veio o convite eufórico de um menino para ver a chuva chegar. Os meninos de lá cultivam a sensibilidade de perceber a natureza. Assim saímos correndo em silêncio escutando a chuva de longe e vendo ela se aproximar e banhar a terra e as nossas almas de eternos meninos! Que inicio encantador!


No decorrer do sábado tomamos café da manhã juntos e nos presenteamos com as poesias de Manuel de Barros e, em seguida fizemos uma ciranda e brincamos juntos. Sim, brincamos! Brincamos e afirmamos a nossa história de luta pelos direitos de crianças, pela arte e pela cultura! Afirmamos que, como nos diz a poesia de Tiago de Mello, sonhamos e buscamos construir um mundo mais manso e justo.


Em seguida começaram as oficinas de Malabares e constução de banquinho a partir de garrafas PET. Nas construções de malabares foram surgindo as necessidades de se falar/fazer brincadeiras que hoje em dia não são tão vistas, como bandeirinhas, carimbo... A oficina veio junto com o diálogo da importância do brincar! 
A oficina de construção de banquinhos, de inicio, tinha a intenção de trabalhar com as mães dos meninos. Mas o que houve foi uma mistura de crianças e mães trabalhando e aprendendo em conjunto. Uma vivência muito boa.
 
O Cortejo dos Brincantes, apresentação do Sítio Curupira e Abraço com a comunidade (apresentação da ABRA e da proposta do Encontro Nacional de arteducadores)





Programação

Em breve disponibilizaremos informações sobre a programação.

O que é o ENA

O Encontro Nacional de Arteducadores é um encontro nacional que tem por objetivo reunir arteducadores de todo o Brasil e convidados de outros países para dialogarem, apresentarem seus trabalhos, fomentar projetos culturais de colaboração, além de dialogar com as comunidades locais, através de várias atividades artístico-pedagógicas. É um momento também em que há a eleição da coordenação nacional, além de todos os associados reunidos poderem apresentar propostas para a nova gestão.

A ABRA realizou seu primeiro Encontro Nacional de Arteducadores-ENA “Abraçando as Artes de Transformação”, entre os dias 27 de abril a 01 de maio de 2007 em Juiz de Fora-MG atingindo mais de 500 pessoas, entre participantes e públicos. Foram envolvidas pessoas, representando o maior número de linguagens artísticas e educacionais, de mais de 45 cidades e de 12 estados diferentes do Brasil (AM, PA, MA, CE, BA, DF, MG, ES, RJ, SP, SC, RS), que ajudaram a construir a diversidade e a integração de cada momento. Houve também a participação de convidados vindos de cinco países da América Latina, (Peru, Bolívia, Uruguai, Argentina e Cuba), que já mantinham uma colaboração e um diálogo permanente com a ABRA.

Já o II Encontro Nacional de Arteducadores (II ENA) foi executado pela ONG Casa do Sol junto com a Rede Brasileira de Arteducadores, entre os dias 01 e 04 de outubro de 2009 com o tema central: “Viva a Diversidade Viva! Abraçando a Cultura por Transformações Sustentáveis!”. O evento foi sediado numa escola pública da comunidade popular de Fazenda Garcia em Salvador, além de ter sido realizado também na Região Metropolitana em mais 06 comunidades (Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde, Cajazeiras, Camaçari e Itinga) envolvendo escolas, grupos artísticos, ONG´s e Movimentos Sociais da região, atingindo assim, um público total 700 pessoas.

O III ENA está sendo construído pelo Núcleo ABRA CEARÁ com o tema: “Abraçando Culturas Solidárias e Comunidades Sustentáveis” e acontecerá em junho de 2012 pela Associação Santo Dias, organização integrante da rede ABRA.
Hoje o núcleo Ceará congrega diversas pessoas e entidades da Capital e ao interior do Ceará. Em Fortaleza, o maior foco de ação da ABRA está ligado à defesa dos direitos humanos, sobretudo de crianças e adolescentes, tendo destaque o trabalho com crianças e adolescentes em situação de moradia de rua e exploração sexual. No interior as ações estão mais ligadas à educação ambiental e patrimonial e organização da juventude.

Entendemos o ENA como um espaço de diálogo, troca e construção de saberes, portanto, toda a construção do encontro está sendo feita de forma coletiva, envolvendo as pessoas das comunidades que irão receber o encontro, membros do núcleo ABRA Ceará e dos demais núcleos e outras instituições e movimentos que queiram somar forças nesta construção.

A Rede Brasileira de Arteducadores - ABRA



A Rede Brasileira de Arteducadores – ABRA é uma organização não-governamental, que comemora, em 2011, seus 06 anos de atuação na área de Cultura e Educação Transformadora nos diversos campos do conhecimento como educação formal e popular, ação social, direitos humanos, meio ambiente, saúde, segurança pública e economia solidária.

Em julho de 2010, ABRA realizou o VII Congresso Mundial da Associação Internacional de Drama/Teatro Educação (IDEA) em Belém do Pará, “Viva a Diversidade Viva! Abraçando as Artes de Transformação”, em colaboração com o MinC, MEC, UNESCO e IDEA, que alcançou mais de 30.000 participantes durante seu processo pedagógico de construção e realização. Foi reconhecida como Pontão de Cultura em 2010.

Vem co-articulando o Fórum Mundial de Cultura e Educação Transformadora no Fórum Social Mundial desde 2008 com a Rede Latinoamaericana das Artes de Transformação, e vem colaborando na campanha latinoamericana Cultural Viva Comunitária como integrante da Plataforma Puente desde 2010. 

Tem o objetivo de gerar saberes, espaços e políticas públicas para as ações artísticas, culturais e educacionais que promovam a transformação pessoal e social, favorecendo a potencialidade cultural por um mundo justo, humano e solidário, através de práticas dialógicas e criativas.

A ABRA valoriza a arteducação com suas diversidades, contextualizações e impactos transformadores, tanto no processo educacional do ensino formal, como no processo comunitário e de suas culturas populares. Abraça a ampla possibilidade de metodologias criativas e renovações teóricas a partir das singularidades pessoais e coletivas de cada identidade local, com seus valores e suas histórias.

Na sua prática busca pela fusão e um diálogo permanente, entre as palavras arte e educadora/educador/educação, para afirmar a importância das artes como linguagens estético-pedagógicas.

É uma rede que congrega arteducadoras e arteducadores de todo o Brasil, de forma inclusiva e que vem afirmando diálogos e práticas locais, além de promover trocas e colaborações entre pessoas, organizações e comunidades, abrangendo passo a passo a diversidade cultural, econômica e geográfica do Brasil. Junto a isso, vem promovendo e incentivando a pesquisa e a criação artística num compartilhar de metodologias artístico-pedagógicas e seus potenciais de recursos e instrumentais educativos.

Atua no Brasil, através de 07 núcleos, em atividades, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pará, Ceará, Santa Catarina e Maranhão, articulando ações e parcerias para promover as artes de transformação como base essencial de uma experiência educativa plena para o desenvolvimento do ser humano.

A ABRA reconhece a imensa contribuição que a arteducação pode oferecer para responder aos principais desafios sociais do Brasil de hoje. Por isso, seus fundadores optaram em criar uma rede que priorizasse alcançar a grande maioria de educadores e agentes culturais que atuam em isolamento, fora dos âmbitos acadêmicos e oficial.

Estes agentes são educadores, artistas, militantes culturais, agentes comunitários, mestres populares, líderes comunitários, arteducadores e profissionais de diversas áreas, com ou sem formação escolar, que utilizam as artes como linguagens pedagógicas transformadoras; que cultivam com suas pedagogias e projetos, a criatividade, a inovação e os comportamentos sensíveis e cooperativos. Eles vem permitindo ao Brasil realizar seu papel chave como um dos principais países engajados na construção de uma nova política cultural e educacional na América Latina e influindo em vários outros países.